quarta-feira, 14 de abril de 2010

Registrando a vida!

Eu tenho a memória muito fraca, por isso escrevo. Escrevo pra ler e reler depois, lembrando das coisas, pessoas e lugares.
Quando a fotografia ainda era analógica eu fiz curso de foto, comprei uma Rebel, me meti no estúdio do meu amigo André Moura pra ser seu assistente, cliquei Sampa em dias de chuva, cliquei as estradas que nos tiravam e nos levavam pro seu denso caldo, varei calçadões com seus skatistas. Diminui a luz, aumentei o ISO, obturador, diafragma...
Daí veio a digitalização e eu dino (dinossauro) que sou resisti burramente aos avanços inevitavéis da tecnologia.
Larguei a fotografia. E amarelou meu portfolio... Mofou todo o meu equipamento. Embaçou geral o meu olhar.
Alguns (muitos) anos depois, fui presenteado pelo meu amigo Daniel Villaça com uma Canon 10D a primeira máquina digital da Canon. E tudo o que aconteceu depois disso foi magia pura.
E eu ela estávamos congelados. Esperando um pelo outro.
E o meu olhar embaçado, desembaçou!
E como se fosse um castigo é ela que está comigo, a mesma que no passado me afastou.
Tou feito menino besta com brinquedo novo. Eita como é bom ver a vida pelo angulo de uma camera!
E escrever agora não me basta. Fotografar é preciso!
Diga Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiissssssssssssssss!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

É mais fácil dar errado!

Era pra sair feito um som do Fábio Jr. aqueles que os descolados ouvem, gostam, mas nunca admitem.
Era pra ser uma aquarela de cores vibrantes, matizes vivas, belas, cintilantes. Ia ter também muito sorriso, muita festa e casa sempre cheia.
A gente ia dividir tudo, meio-a-meio, rachar a coisa toda.
E de repente, subtamente surgiu descarrilhado e louco o trem do "destino". Virando, mexendo, batendo e sacudindo toda a nossa intenção de ser filiz.
E tudo aquilo que sonhamos pesadelo virou. E ganhamos duas passagens pra destinos tão diferentes, tão opostos que tudo aquilo que temos em comum não foi capaz de segurar.
Eu Oiapoque, você Chuí...
E aqui e-mail não vai, msn trava, ligações caem... Vazio e silêncio imperam!
Talvez no universo de histórias que tem por ai a nossa seja apenas mais uma. Mas, dói como única.
Ainda me resta uma centelha fraca de esperança cansada. E o que resta de folego gasto assoprando essa brasa pra ela não apagar.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ela se desarrumou pra mim!

Meu peito de medo carregado, pesava na caixa torácica feito chumbo derretido, quente, afligido.
Meus olhos, buscava revê-la ao mesmo tempo que mentiam uma tranquilidade inventada, ensaiada, falsa!
De repente voltou o tempo, o sentimento, a ilusão. Petardo em cheio no peito, soco sem luva na nuca, chão, lona, nocaute de amor que dói demais e que deixa tonto por muito tempo.
Envolta em vestes rotas, cabelinho safado, maltrado, triste... Ainda assim era tu em carne e osso e minha alma não conseguiu resistir. Tremeu forte lá dentro que balançou meu esqueleto.
E eu sentia um cheiro forte, perfumado, gostoso no vento. Enquanto tu me garantia que tava sem perfume.
É verdade que eu percebi que você tava feinha feito uma cama desarrumada, mas, o que importava é que você tava bem ali, em minha frente, fazendo o que sabe fazer melhor: Inspirar meus sonhos e contos.
Uma noite depois, tato na teta que você pediu pra eu apertar mais forte...
E descobri assim feito um Colombo do amor. Que coisa estranha, inusitada aconteceu. Você se desarrumou todinha pra mim. E ao tocar em peito seu, foi o meu que derreteu!

terça-feira, 30 de março de 2010

Ponte da Saudade!

E é isso ai galera!!!
Estou aqui no Recife de malinhas prontas pra voltar pra Noronha, metade de mim filiz e a outra metade; Também!
Porque eu fiz uma viagem de revelações e surpresas, algumas boas outras nem tanto. O que importa porém é que foi uma viagem que valeu pra autenticar as minhas decisões e reafirmar os meus muitos amores.
Sampa estava caótica com um transito apavorante e uma certa tristeza pairava no ar. Isso me pegou de cheio assim que desci no aeroporto.
É incrível a força que tem a tristeza quando vem!
Mas, logo lembrei porque estava ali e tudo foi ficando legal, bacaninha como diz o meu amigo Ronald Capoeira.
Revi pessoas muito queridas e passei na casa de outras que não consegui encontrar. E aqui nesse peito já repleto de sentimentos nasceu mais um e esse vai ser difícil de apagar.
Não que apagar eu quisesse ou pra ser moderno deletar. Eu quero mesmo é regar esse danado, vê-lo crescer, aflorar.
Se a tristeza não combina com o meu rosto e o riso frouxo, falso parece estar, acendi uma luzinha na varanda que é pra confundir, não pra iluminar!
Esse texto é de amor sim, e falo meio por parábolas porque assim pelo amor sempre fui tratado. Nada é claro ou evidente, tenho que deixar de ser demente e os sinais interpretar.
Eu acordei com você do meu lado. Costa com costa e um arrepio percorreu a minha espinha dorsal.
E como é época de chuva, uma tempestade de perguntas desabou em minha cabeça inundando meus pensamentos.
E aqui ainda boio em busca de um barco ou algo que me possa salvar. Um pouco acima do meu alcance só vejo a ponte. A ponte da saudade!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Sesc Pompéia. A Odisséia!!!!


Eu não sei ao certo o que mais me encanta em Karina Buhr.

Certamente tudo aquilo que encanta aos outros. Suas letras, seu timbre, sua performance, os músicos que tocam com ela, seus desenhos e até a capa do Cd que eu achei muito massa. Mas, tem algo de curioso na sua história. Os caminhos que ela percorreu, por onde ela começou, as várias formações do excelente grupo Comadre Fulozinha, a percussão, a encenação, tudo a sua volta me deixa em estado de gratidão.

Karina é gente que faz e não faz de qualquer jeito, faz bem, convence e encanta.

Ano passado ela lançou com o seu Comadre o "Vou voltar andando" que eu não sei porque cargas d´água não arrebatou tudo quanto é grammy na face da terra. O disco é lindo, suave, tem letras de conto de fadas tem batuque de primeira, tem sopros cadenciados e eu estava lá no lançamento no Centro Cultural onde vi um grupo de meninas mandarem mega bem e uma Karina com uma alegria transbordante.

Vou voltar andando grudou na minha vitrola e passou 2009 inteiro por lá, sem tréguas.

Paralelamente a isso eu ia nos shows de seu trabalho solo. E vi musica entrar, musica sair (todas muito boas), musicos e arranjos tomando forma, vi a coisa do embrião e agora dia 27/03 verei esse filho nascer.

Estou de passagem comprada e contando os dias. Sairei de Noronha dia 23 pro Recife, dia 25 do Recife pra São Paulo dia 28 faço o caminho de volta.

Sei que vou levar uma mochilinha de roupas e um coração carregado de expectativas. E podia encerrar dizendo que: Vou voltar andando, mas agora: Eu menti pra você!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Mentiras sinceras me interessam!

Naquela noite era eu e um punhado de lembranças.
Algumas me assustavam, outras me faziam sorrir. Todas porém eram lembranças e fazem parte do meu passado. E o passado é um tempo que sempre me interessou, cativou, prendeu.
Já do futuro tenho medo!
E gasto o meu presente falando e ouvindo mentiras, sinceras que é o tipo que me interessa. Porque a realidade é tão besta e a fantasia tão mais legal!
O verde do campo dos meus sonhos é bem mais verde que qualquer verde que eu já tenha visto. Igual são os meus amores e amigos.
Igual também sou eu idealizado por você...
A realidade me chama e ela se chama trabalho.
Adiós

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Um carnaval sem o meu Recife!




Tente imaginar algo que você passa o ano inteiro esperando...

Hoje eu não sou um pouquinho infeliz como de costume, estou de fato é muuuuuuuuuuuuito puto!

Paixões não se explicam e por isso são tão contestáveis. Eles tem a deles e eu é claro tenho as minhas.

Vitimado por uma guerra de egos e poder, mal interpretado na minha pró-atividade fiquei no prejuízo, me levaram o carnaval e 2010 pra mim vai ser assim: Incompleto, faltando um pedaço, um pedação a bem da verdade.

Sou folião, frequentador de troças e seguidor de blocos. Amo o colorido da minha cidade nessa época e sou capaz de ouvir vassourinhas todas as bilhões de vezes que for executada sem enjoar. De dia nas Olindas e a noite no Recife sorvo e sorvido, sirvo e servido de alegrias incontestes e do inevitável choro que vem junto com a quarta-feira.

E os amigos e amores? são quatro dias que valem uma vida. São histórias que nunca serão repetidas. E memórias, memórias que nunca deixam a folia acabar.

Eles pensam que venceram, acham que me fuderam. Mas, de fato eles me mataram, se não por completo, bastante da alma que de ilusão rego, mês após mês até o carnaval chegar.

Das várias ignorâncias que existe sobre a terra a que mais me amedronta é aquela que tolhe os sonhos, o imaginário, a leveza, a arte, a felicidade, as cores e tudo aquilo que é da alma, da emoção. A essa chamo de tirania.

"Minha carne é de carnaval, o meu coração é igual!"

Recife meu amor, tão perto e tão longe estou...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Nadando com os tubarões!

Quando me convidaram eu não hesitei. Dias depois e a vida que eu conhecia já não existia mais, pelo menos pra mim, não mais!
Não se trata de arrependimentos ou culpas e sim de constatações. Eu chego lá, tenha paciência, eu chego lá.
Gases em excesso saturam, sejam eles quais forem e os dióxidos da vida mancharam mais que meus pulmões. Me deixaram sem paciência.
Era hora de mudar, mudar pra longe e pra melhor, de ares, de tons, de matizes.
E eu mudei!
Mudei e a primeira vista fiquei mudo. Depois mudado!
Novos hábitos, novas girias, outras comidas e algum tempo pra relaxar e refletir.
Estou mais moreno, mais magro, mais calmo e aprendendo a me conhecer melhor. E de tudo que foi dito, quase tudo é verdade.
Me falaram dos tubarões, só não me disseram que o seu maior número está fora da água.
Ser humano seja onde for é surpreendente, pra melhor e pra pior.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Amigo é coisa pra se guardar!

A vida é corrida, os desafios são muitos, as cobranças são pesadas, os resultados quase sempre insatisfatórios.
Todas essas coisas dão um tom muito pesado pra vida e a gente sai por ai atropelando, construindo, fazendo e destruindo muita coisa também.
Em meio a esse corre-corre maluco vez por outra, assim como um raio a gente vê um rostinho brilhando na multidão ou na solidão. É um rosto amigo, querido de alguém que nos quer bem. Mas, a gente tá correndo, tá mudando, tá ganhando ou perdendo dinheiro e nunca, nunca para e diz: Que bom que você está aqui.
Hoje eu quero abrir o espaço do meu post para render uma homenagem ao Drico (esse cara ai da foto acima). E dizer que ele é meu irmão, meu filho e que mora no meu coração.
Eu estou morando em Fernando de Noronha e o que a gente mais tem qui são paisagens lindas, mas, eu sinto falta dos lampejos do seu rosto amigo meu AMIGO.
E cumpro filiz aquilo que me ensinou a canção: Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito.
Que a distância só aumente a nossa mútua admiração. Torço por cada tijolinho que construirão os seus sonhos como se eles fossem os meus sonhos. Você me ajudou a atravessar um canion de dificuldades e o fez como gente grande que é. A você o meu eterno apreço.
E apareça, a despeito do preço, tendeu?!
Sei que sim!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Quase perfeito!

Eu não tive que fazer um grande esforço nem me preparar com antecedencia para deixar Sampa. Todo o processo culminou num avião, uma rápida olhada pra trás e lá ficaram 20 anos de história.
Rápido, fácil e indolor.
Ávido por novos ares e boas histórias num novo cenário corri apressado e esqueci que dos teus olhos sim eu morreria de saudades.
Dos teus olhos, das frases completadas, de quando você adivinhava meu pensamento e que eu queria morrer!!!
Da nossa intimidade onde os olhares bastavam pra gente se entender.
Eu sei, eu sei, isso passa e logo logo tudo volta ao normal. Mas, antes que isso aconteça queria deixar claro a minha condição quase perfeita de ser.
Quase, porque aqui, falta você.