sábado, 20 de agosto de 2011

Antony!




Antony & the Johnsons.


Comprem, baixem, ouçam, divulguem, se apaixonem...


Bjos mil



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sem palavras!

Nada ainda...

Nem gosto, nem desgosto. Só vazio!

Um túnel nefasto que leva a um ôco.

Falta tinta na caneta, desenho na prancheta...

Vou comprar um táxi,

Carregar transeuntes e suas histórias de vida.

Viajar nas ruas do Recife, meu Caribe.

sábado, 23 de julho de 2011

Busy!

Já faz um tempão que não posto nada aqui.

Já faz um tempão que não sinto nada aqui. (coração)

Ando ocupado, mais do que fui nos meus muitos anos de paulicéia.

A beleza e tudo aquilo que se diz a respeito daqui está sob suspeita.

A tristeza cinza e a confusão caótica de lá parece produzir algo em mim que brotam em textos.

Aqui, sou assim... Vazio.

Não reclamo, apenas estranho. Melhor, reclamo sim. Escrever sempre foi essencial pra eu viver!

Logo, estou buscando confusão, ruge-ruge, caos.

Meu tempo de calmaria está chegando ao fim.

Isso pode parecer insano. Talvez seja insano, mas, e daí?

Se a minha inspiração vem da confusão... Confuso e inconformado eu quero estar.

Urgente!!!!!!!!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Quase Nada!

Da penteadeira, do pente nem da mão que o manipulou.

Do cabelo que o pente penteou.

Do riso refletido no espelho,

Quando viu o penteado do cabelo vermelho.

Nem a tinta, nem pincel, foi pros ares todo o bordel.

Batons carmesins, espartilhos, plumas, luvas, cigarrilhas.

Perucas, chapéus e presilhas.

Uma chuva de adornos, cheirando forte e de estranhos contornos.

Tampas de privada, colchões king size, cortinas de seda javanesa.

Um grande buraco no chão,

E um outro igualmente grandão no coração de quem escapou da explosão.

Quase nada restou, na verdade só lembranças.

Lembranças das gargalhadas de Odete.

Do rosto bem desenhado da estudante de direito.

Do falar meio sem jeito de Rosalina, Rosa menina.

Do corpo da Bombom, como era bom, como era bom!

Dizem que foi o bujão de gás,

Outros falam que foi o ciúme do Tomás.

Não sei ao certo o que foi não,

Só sei que retirou daqui do chão,

O castelo que realizava sonhos,

As moças que ao mesmo preço atendiam Sr. Barão e os Tonhos.

O cabaré da rua da Aurora voou pelos ares do Recife.

Deixando pra traz suas histórias.

Doces memórias,

Suzes, Ritas, Saletes e Auroras.

Recebam flores in memorian,

Tragos de um rum ardente desce por nossas enviuvadas goelas.

Lágrimas de machinhos traídos despencam do nosso olhar perdido.

Somos pálidos donos de casa sem a diversão que nos consolava.

Choramos as nossas putas em desesperos e berros, bebedeira e agonia.

Maldito bujão de gás ou esse bosta desse Tomás!

Onde iremos cheirar pescoços vadios?

Gozar em lençóis tão macios?

Não existe mais escape.

Nem Filó roçando no mastro, num misto de número circense e provocação parisiense.

Mais rum cortante, lágrima que rola constante.

Fossa profunda porque pelos ares estão,

Toda a nossa diversão.

Fragmentadas voam as xoxotas que embalaram as nossas madrugadas.

Nunca mais seremos os mesmos.

Nunca mais nada será nada!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ca Pilar

As vezes eu me assusto comigo mesmo. Explico:
Algumas pessoas levam suas vidas de uma maneira tão diferente daquilo que eu acredito ser o mínimo que um ser humano deve desempenhar aqui na terra que eu fico me perguntando pra que afinal elas servem.
Claro que isso é uma tremenda estupidez da minha parte. Todo mundo tem o seu valor e se eu me dispor, certamente aprenderei algo bacana com essas pessoas. Mas, quase sempre eu me irrito e sigo em frente. Irritado! Huhauhauha
Tem uma garota que "trabalha" numa lojinha de artesanato onde também funciona uma lanchonete aqui na minha rua.
Ontem eu fiz cinco tentativas para comprar uma água com gás e foi tragicômico.
Na 1a tentativa a porta estava fechada e pelo vidro eu a vi escovando seus cabelos.
Na 2a estava ela metida numa espécie de touca de astronauta e o som bem alto, a porta ainda fechada e ela nem me viu.
Na 3a me pediu pra voltar em 15 minutos, porque estava arrumando o cabelo.
Na 4a não encontrou a chave.
Na 5a após uma luta entre ela e a fechadura e uma espera de uns 5 minutos depois da porta aberta, ela volta lá de dentro e me diz:
Tenho, mas, tá quente.
Eu não sei como ela se chama, mas, eu a chamo de Pilar. Uma homenagem a sua vida devotada a cuidar dos seus cabelos.
O que me conforta é que eu não estou sozinho nessa luta de não entender as garotas. Mas, nada contra as garotas, sério. Até porque, conversando sobre os ocorridos com outras garotas elas também não entenderam nada.
Hoje eu passei lá em frente e vi o escovão de Pilar deslizando no tobogã de seus cabelos. Um inconfundível barulho de secador e uma cara de quem não estava filiz com o resultado que estava obtendo.
Mas, a minha cara era de filicidade, porque na minha mão eu já trazia a minha água.
Pilar sua danada, ontem quase morri de desidratação enquanto tu não largava esse escovão.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Amigos!

"Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar"
Esse foi um dos hits que embalou a minha infância, esse foi um dos hits que me fez acreditar que ter amigos é massa!
E eu cresci assim fazendo amigos e desejando-os como quem entra numa videira e quer uvas, muitas uvas, em cachos frondosos, bonitos e suculentos.
Porque uma vida num pomar é bom. Uma vida com amigos é bem mió.
Hoje percebo que nem a melhor das intenções é suficiente pra que você chegue aos 40 e uns e conte dez bons amigos ao seu lado. Se isso me assusta? definitivamente não. O que realmente me assusta é que eu não faço parte da lista de muitas pessoas.
E a esses poucos que tenho, o meu temperamento vulcanesco eruptivo foi não foi, virou mexeu cospe fogo e dá com os dois pés bem no meio do peito deles.
Sim, as vezes eles merecem. Sim, as vezes eles não merecem. Sim, eu não tenho estrutura nenhuma pra lidar com essas coisas. Mas, na boa... Quem tem?
A gente cansa rápido das coisas e mais ainda das pessoas e seus eternos mesmos problemas.
Só me resta perguntar:
Amigos onde estão todos vocês?
E afirmar:
Com poucos amigos a gente não canta bem mais forte, mas, canta melhor!
Meus poucos e loucos amigos, acreditem. Eu os amo!

domingo, 4 de julho de 2010

Carta a um ex amor!

De saudade sofre meu peito ferido, porque saudade fere, incomoda, cutuca e dói.
E eu queria sim te ver mais uma vez. E que essa vez fosse longa e dessa vez a gente pintasse todo o sete outra vez!
Eu quero muito te devolver com juros o bem que você me fez e apagar de vez o mal que de tanto te amar assim interpretei.
Você foi Jurema, louca e atrevida outras vezes Madalena respeitosa e comedida e de um jeito ou de outro eu te amei.
Te amei todo assustado como se amar fosse pecado.
Te amei de cara feia pra tu achar que eu não estava preso na tua teia.
Mas eu era todas as tuas refeições. Um banquete posto a tua mesa. Sua ceia!
Hoje não tem lugar tão belo pra mim quanto estar ao teu lado. Ouvindo você chorando ou sorrindo.
A natureza todos os dias me apronta surpresas lindas e agradáveis e todas elas só servem pra eu me perguntar onde está você.
A lua que nasce cheia iluminando toda a ilha e expondo a minha cara que pergunta:
Onde está você?
Eu tenho uma garrafa de vinho e duas taças. Eu tenho velas e um bom chocolate. Comprei aromas pra queimar e perfumar o ambiente.
Eu tenho disposição sexual a tal da virilidade, algumas técnicas de massagem e um vocabulário nada mal. Tenho um pouco de grana e algum bom gosto.
Só não tenho você e isso me causa desgosto.
De saudade, muita saudade sofre o meu peito ferido. Porque saudade...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Os imortais!

Imortal pra mim não tem nada a ver com academia de letras, musica de Sandy e Júnior ou algum filme de Hollywood.
A lista dos imortais começa com o meu nome huahuahhuaha.
Eu sei que parece loucura e é em certo sentindo, mas, vivo como se eu fosse eterno e gasto em dobro o meu crédito de negligência. Torro os meus dias brincando de adulto antenado e necessário para o mundo. Julgo-me importante á beça, indispensável, inteligente e absoluto.
Uma amiga minha escreveu que: A importância que a gente tem é uma impressão só nossa. Ou seja, só a gente se acha tão importante assim e mais ninguém.
Confesso-lhes que chega uma hora na vida da gente que a brincadeira chamada viver confunde os sentidos e sobram perguntas sem respostas convincentes.
A minha certeza de imortalidade foi abalada por três vezes essa semana.
Na primeira recebi uma ligação que a minha mãe estava internada. Ela é a segunda pessoa da minha lista de imortais.
Na segunda, a minha irmã teve uma crise gástrica intensa. E ela também faz parte da minha lista.
E por último, eu mesmo. Comi muito polvo e sou acostumado a comer "povo" huahuauha e me danei em agonias. Eu fiquei mal merrrrmo!
Tentei conversar com algumas pessoas sobre esse tema, a imortalidade que acho que tenho (só eu penso e age assim?). Mas, o assunto não desenvolveu, porque as pessoas acharam o tema infantil ou desinteressante.
Eu, insisto e vou além.
Minha mãe graças a Deus está em casa e bem. Minha irmã já se recuperou e eu teclo aqui agora ainda um pouco moribundo, mas, ainda com uma certeza estranha de que tenho muito tempo pra errar, negligenciar e brincar de gente necessária e importante.
Ou seja, eu continuo imortal e muito burro.

domingo, 27 de junho de 2010

Um destino incerto!

É importante celebrar me disse um facefriend. E eu ainda não acho motivos pra nenhuma celebração sem você.
Passarinho me contou que você viria pras bandas de cá.
"Esses dias" ele me dizia, "esses dias"
Com seu jeito ligeiro de pássaro, me contou, depois cantou e pra longe voou.
Me confundiu, confuso fiquei e ali esperançoso, esperei, esperei!
E enquanto olho a espera da visita que não vem.
Celebro as cores, as flores e o mar além.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Não quero paz!

Definitivamente o que me interessa é o caos.
Nele me encontro, ou melhor, me desencontro melhor. Na calmaria eu ganho todo tempo do qual preciso pra me conhecer e nisso eu não sou bom. E mais, cansei de tentar melhorar nisso e naquilo. Conscientemente eu não consigo mudar nada em mim e isso me irrita e eu fico bravo e todo sujeito com raiva é burro.
Não, eu não gosto de sofrer!
A minha preferência pelo caos vem das possibilidades de superação, do uso do raciocínio, do fato de colocar em prática habilidades que nem sempre consigo usar. E nem sempre me dou bem, nem sempre ganho, nem sempre consigo. Mas, não quero paz!
Lembro de uma conversa que tive com minha irmã sobre o futuro e quando lhe confessei o meu maior medo ela desabou em gargalhada.
Eu tenho medo de passar a vida toda sendo o: Médico, professor, engenheiro, sapateiro em Florença, magnata na paulista ou funcionário público federal.
Quem me conhece sabe que isso não é balela. A estabilidade me assusta, mais que isso, mata meus sonhos e míngua o meu oceano de possibilidades. Pode ser que esse oceano sequer exista de fato, mas, eu preciso acreditar nele pra seguir em frente.
É assim no campo profissional e no sentimental, igual.
Ontem assisti o clip da Céu e do Herbie Hancock e fui atingido no peito pela seguinte estrofe:

"Ah, não existe coisa mais triste que ter paz...
E se proteger, de um amor a mais"

Paz é uma palavra bonitinha que representa um monte de coisas pra cada um que dela faz uso. As coisas que ela me lembra não me encanta tanto assim a ponto de deseja-la.
Eu não quero que hajam guerras, lutas, disputas e sangue derramado, embora isso exista a despeito de eu querer ou não.
E quando penso nessas coisas não é paz que eu peço e sim consciência. Mas, nem é sobre isso que eu quero falar, quero falar que:
Não vou me proteger de um amor a mais. Jamais!