quarta-feira, 7 de julho de 2010

Amigos!

"Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar"
Esse foi um dos hits que embalou a minha infância, esse foi um dos hits que me fez acreditar que ter amigos é massa!
E eu cresci assim fazendo amigos e desejando-os como quem entra numa videira e quer uvas, muitas uvas, em cachos frondosos, bonitos e suculentos.
Porque uma vida num pomar é bom. Uma vida com amigos é bem mió.
Hoje percebo que nem a melhor das intenções é suficiente pra que você chegue aos 40 e uns e conte dez bons amigos ao seu lado. Se isso me assusta? definitivamente não. O que realmente me assusta é que eu não faço parte da lista de muitas pessoas.
E a esses poucos que tenho, o meu temperamento vulcanesco eruptivo foi não foi, virou mexeu cospe fogo e dá com os dois pés bem no meio do peito deles.
Sim, as vezes eles merecem. Sim, as vezes eles não merecem. Sim, eu não tenho estrutura nenhuma pra lidar com essas coisas. Mas, na boa... Quem tem?
A gente cansa rápido das coisas e mais ainda das pessoas e seus eternos mesmos problemas.
Só me resta perguntar:
Amigos onde estão todos vocês?
E afirmar:
Com poucos amigos a gente não canta bem mais forte, mas, canta melhor!
Meus poucos e loucos amigos, acreditem. Eu os amo!

domingo, 4 de julho de 2010

Carta a um ex amor!

De saudade sofre meu peito ferido, porque saudade fere, incomoda, cutuca e dói.
E eu queria sim te ver mais uma vez. E que essa vez fosse longa e dessa vez a gente pintasse todo o sete outra vez!
Eu quero muito te devolver com juros o bem que você me fez e apagar de vez o mal que de tanto te amar assim interpretei.
Você foi Jurema, louca e atrevida outras vezes Madalena respeitosa e comedida e de um jeito ou de outro eu te amei.
Te amei todo assustado como se amar fosse pecado.
Te amei de cara feia pra tu achar que eu não estava preso na tua teia.
Mas eu era todas as tuas refeições. Um banquete posto a tua mesa. Sua ceia!
Hoje não tem lugar tão belo pra mim quanto estar ao teu lado. Ouvindo você chorando ou sorrindo.
A natureza todos os dias me apronta surpresas lindas e agradáveis e todas elas só servem pra eu me perguntar onde está você.
A lua que nasce cheia iluminando toda a ilha e expondo a minha cara que pergunta:
Onde está você?
Eu tenho uma garrafa de vinho e duas taças. Eu tenho velas e um bom chocolate. Comprei aromas pra queimar e perfumar o ambiente.
Eu tenho disposição sexual a tal da virilidade, algumas técnicas de massagem e um vocabulário nada mal. Tenho um pouco de grana e algum bom gosto.
Só não tenho você e isso me causa desgosto.
De saudade, muita saudade sofre o meu peito ferido. Porque saudade...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Os imortais!

Imortal pra mim não tem nada a ver com academia de letras, musica de Sandy e Júnior ou algum filme de Hollywood.
A lista dos imortais começa com o meu nome huahuahhuaha.
Eu sei que parece loucura e é em certo sentindo, mas, vivo como se eu fosse eterno e gasto em dobro o meu crédito de negligência. Torro os meus dias brincando de adulto antenado e necessário para o mundo. Julgo-me importante á beça, indispensável, inteligente e absoluto.
Uma amiga minha escreveu que: A importância que a gente tem é uma impressão só nossa. Ou seja, só a gente se acha tão importante assim e mais ninguém.
Confesso-lhes que chega uma hora na vida da gente que a brincadeira chamada viver confunde os sentidos e sobram perguntas sem respostas convincentes.
A minha certeza de imortalidade foi abalada por três vezes essa semana.
Na primeira recebi uma ligação que a minha mãe estava internada. Ela é a segunda pessoa da minha lista de imortais.
Na segunda, a minha irmã teve uma crise gástrica intensa. E ela também faz parte da minha lista.
E por último, eu mesmo. Comi muito polvo e sou acostumado a comer "povo" huahuauha e me danei em agonias. Eu fiquei mal merrrrmo!
Tentei conversar com algumas pessoas sobre esse tema, a imortalidade que acho que tenho (só eu penso e age assim?). Mas, o assunto não desenvolveu, porque as pessoas acharam o tema infantil ou desinteressante.
Eu, insisto e vou além.
Minha mãe graças a Deus está em casa e bem. Minha irmã já se recuperou e eu teclo aqui agora ainda um pouco moribundo, mas, ainda com uma certeza estranha de que tenho muito tempo pra errar, negligenciar e brincar de gente necessária e importante.
Ou seja, eu continuo imortal e muito burro.

domingo, 27 de junho de 2010

Um destino incerto!

É importante celebrar me disse um facefriend. E eu ainda não acho motivos pra nenhuma celebração sem você.
Passarinho me contou que você viria pras bandas de cá.
"Esses dias" ele me dizia, "esses dias"
Com seu jeito ligeiro de pássaro, me contou, depois cantou e pra longe voou.
Me confundiu, confuso fiquei e ali esperançoso, esperei, esperei!
E enquanto olho a espera da visita que não vem.
Celebro as cores, as flores e o mar além.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Não quero paz!

Definitivamente o que me interessa é o caos.
Nele me encontro, ou melhor, me desencontro melhor. Na calmaria eu ganho todo tempo do qual preciso pra me conhecer e nisso eu não sou bom. E mais, cansei de tentar melhorar nisso e naquilo. Conscientemente eu não consigo mudar nada em mim e isso me irrita e eu fico bravo e todo sujeito com raiva é burro.
Não, eu não gosto de sofrer!
A minha preferência pelo caos vem das possibilidades de superação, do uso do raciocínio, do fato de colocar em prática habilidades que nem sempre consigo usar. E nem sempre me dou bem, nem sempre ganho, nem sempre consigo. Mas, não quero paz!
Lembro de uma conversa que tive com minha irmã sobre o futuro e quando lhe confessei o meu maior medo ela desabou em gargalhada.
Eu tenho medo de passar a vida toda sendo o: Médico, professor, engenheiro, sapateiro em Florença, magnata na paulista ou funcionário público federal.
Quem me conhece sabe que isso não é balela. A estabilidade me assusta, mais que isso, mata meus sonhos e míngua o meu oceano de possibilidades. Pode ser que esse oceano sequer exista de fato, mas, eu preciso acreditar nele pra seguir em frente.
É assim no campo profissional e no sentimental, igual.
Ontem assisti o clip da Céu e do Herbie Hancock e fui atingido no peito pela seguinte estrofe:

"Ah, não existe coisa mais triste que ter paz...
E se proteger, de um amor a mais"

Paz é uma palavra bonitinha que representa um monte de coisas pra cada um que dela faz uso. As coisas que ela me lembra não me encanta tanto assim a ponto de deseja-la.
Eu não quero que hajam guerras, lutas, disputas e sangue derramado, embora isso exista a despeito de eu querer ou não.
E quando penso nessas coisas não é paz que eu peço e sim consciência. Mas, nem é sobre isso que eu quero falar, quero falar que:
Não vou me proteger de um amor a mais. Jamais!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Soledad

Tateio nesse escuro cada centímetro de parede. Aguço o meu olfato em busca de algum cheiro que me traga alento e lembranças do que é felicidade.
Minha noite não foi fácil porque você resolveu aparecer naquilo que era um sonho pra transforma-lo em pesadelo.
Deixando o imaginário de lado parto pra coisa de fato e fato é que tá tudo escuro ao meu redor. Tudo muito calmo também, ao meu redor, porque aqui dentro coração e cérebro continuam a sua interminável discussão, seu diálogo sem fim, seus conflitos que machucam e sufocam a minha pobre alma impotente.
Nem todo mundo está preparado pra viver e quase ninguém está preparado para amar.
Constato isso com uma tristeza que corrói minhas apaixonadas artérias. Porque é uma constatação que se reafirma a cada conversa de botequim, a cada nova paixão que me vem e que logo se vai.
Ser só, pra mim não é uma tarefa difícil é uma condição natural. Pelo menos é o que me parece. Mas, estou lutando pra não transformar isso aqui no muro das lamentações. É que como eu disse um dia desses, tudo vira texto.
E o vazio que hoje sinto precisa ser externado, escrito, eternizado.
Não, definitivamente nada resolve, mas, como um analgésico alivia, ajuda a passar. E assim pra sempre será, até chegar uma nova paixão.
Talvez por eu nunca ter tido uma enorme paixão, ou por todas elas serem enormes sei lá. Eu vivo me apaixonando (recomendo o filme Doce Novembro). É uma paixão por mês.
E claro muitos momentos de solidão por ano.

domingo, 20 de junho de 2010

Esperando o que não vem!

Meus olhos grudados no fim da estrada, no porto ou no aeroporto.
Ou em qualquer outro lugar de onde tu possa chegar.
São longas as horas da espera, tão longas que desespera.
E eu já falei antes aqui que esperar não é meu forte.
Sempre olho para o sul e o objeto segue pro norte.
Não que eu seja um eterno azarão, um cara sem sorte.
É a vida que escolheste, sem raízes, que só enxerga as placas de volte sempre.
Eu já fui assim um dia.
E me lembro com saudade do tempo que eu brincava de peregrino.
É sem dúvida uma bela forma de se gastar os dias aqui nesse planeta.
Pra mim foi inevitável o encontro com o sistema que resultou no que hoje sou.
E o que hoje sou?
Alguém que sempre espera o que não vem!

sábado, 19 de junho de 2010

Gota D´agua!

E eu aqui cercado por toda essa água do nosso lindo oceano atlântico e temendo essa inevitável gota que cairá sobre nós como se o russo apertasse o botão da bomba H.
Tudo irá voar pelos ares como se nunca tivesse sido.
E a pior parte dessa coisa de catástrofe anunciada é a espera e não o fato.
Pra pessoas apressadas como eu a espera é lâmina cortante, afiada, que rasga fundo e faz a alma abandonar o corpo.
Isso mesmo eu morro, um pouquinho, mas morro.
Porque a cada dia eu vejo o fogo diminuir e em minha cabeça a sentença:
A gente sempre acaba fazendo o que a gente quer.
Nesse caso o "a gente" é você e nem mesmo todo esse nosso amor/fogo/paixão vai te segurar aqui.
A vida e suas chuvas de situações que incomodam e mudam tudo, sempre. Mas, um sábio amigo me alertou dizendo:
O problema nunca é a chuva e sim Aquela gota. Assim mesmo com A maiúsculo, grandão.
A gota é a forma como a coisa foi dita e nunca a palavra em si.
A gota é o meu egoísmo quando você precisa de cuidado.
A gota É e o oceano todo a nossa volta serve somente de mero cenário.
E mais uma vez me vejo aqui sem nada poder fazer.
É a nossa Hiroshima que voará pelos ares e em seus destroços, na sua nuvem de fumaça se dissipará mais uma história de amor.
Guento mais não, tou fraco, tou velho, tou cansado... Moribundo.
Meu corpo e meu cérebro são escravos do meu aventureiro coração.
E clamo sofrido:

"Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água..."

Último gole e segue em frente...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Cházinho com torradas!

E você tem assim como eu, toda uma vida, longa ou curta, não importa. Pra se preparar e quando chegam os grandes momentos para os quais você e eu nos preparamos. A gente falha.
E a gente falha até mesmo quando acerta, isso é realmente incrível!
Ao contrário dos USA que acertam até mesmo quando erram. Não que eu goste disso, mas, fato é fato inclusive quando esse fato nos desagrada.
Eu fiz um bolo de chocolate pra comemorar uma alegria,
Fiz cálculos, pesos, misturas e toda literatura sobre isso eu lia.
Misturei os ovos com a massa e adicionei leite e manteiga,
Untei a forma devagar e no sentido horário enquanto você me sorria, meiga.
O forno eu aqueci como manda o manual,
Depois derreti em fogo alto o produto do cacau.
Chocolate me lembra Tim Maia,
Que automaticamente me remete a praia.
Senhor dos sete mares...
Ah, mas ainda me viriam muitos males.
Terminado o trabalho, meu e do forno,
Fui alegre desfrutar do meu fruto, o bolo.
Que por fora estava lindo, visivelmente belo,
Mas por dentro seco, preto e um estranho tom de amarelo.
Bolo queimou, paciência torrou!
E torrado, saquei torradas da dispensa.
Passei chá e agora por favor me dê licença.

quinta-feira, 17 de junho de 2010