quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sede!


Toda a minha alma, hoje com bastante sede lembra um naco enorme do deserto do atacama. Inspeciono o céu das alegrias e nem sinal de uma gotinha de alento.
Tá tudo seco, torrado, evaporou, esturricou.
Miragens não há... Isso remete a fantasia, esperança e nesse momento é puro luxo. Luxo que eu não tenho pra bancar a brincadeira.
Você conhece a conversa dos corvos? pois bem, ela está se aproximando, rápida, amedrontadora. De espantalho não adianta me fazer pois, espantalho eu sou, só não espanto nada nem ninguém.
Já me tornei parte da paisagem nesse imenso milharal que é a vida. Sou um estacionamento de ave de rapina e um poste pra cachorro mijar.
Bate vento, bate mijo, bate bosta, mas... Nada de água, água doce limpinha, que mata a sede, esverdeia os campos, dá vida as coisas.
O Havy metal dos corvos tá no talo... Filhos da P...ta! Vou encher os meus pulmões e num grito/gemido desesperado vou cantar: Fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiigaro, figaro, figaro, figaro!!!
Isso é chato demais e duvido que eles vão aguentar. Cansei de dar-lhes o meu sorriso de palha, pros chatos um fuck of!

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